O mundo é inquieto? Este blog é mais.

Na saga por descobrir pra onde podemos mandar material eletrônico reciclável descobrimos, por exemplo, que eles são chamados de e-lixo ou e-waste. E as descobertas não param por aqui…
Pelo que vimos, São Paulo é o estado mais preocupado com o destino desse material. Em 2009 uma lei (33/2008) tramitava na assembléia legislativa de lá: quem vender ou fabricar aparelho eletrônicos é obrigado a reciclá-lo.
A lei do e-lixo obriga as empresas a neutralizar o lixo tecnológico. O projeto foi colocado em votação em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, e todos votaram a favor. Só faltava o governador, José Serra, aprovar. O fabricante, vendedor ou importador deve reciclar ou reusar o material descartado, pelo menos em parte. Se não for possível reutilizar, a empresa tem que neutralizar o material. E, se não der nem pra coletar o lixo, a lei exige ações de preservação ambiental pra compensar. Desobedeceu a lei, tem que pagar até R$ 14 mil por dia.
Iniciativa da USP
Foi inaugurado pela Universidade de São Paulo (USP) um centro de descarte e reuso de resíduos de informática. Sob a responsabilidade da professora Tereza Cristina M. B. Carvalho o Centro de Computação Eletrônica pretende descartar adequadamente ou reciclar o lixo eletrônico.
O centro irá priorizar o tratamento do lixo eletrônico da própria USP. No decorrer do ano, começará a receber o lixo eletrônico da comunidade. Atenção paulistas: quem tiver equipamentos eletrônicos obsoletos poderão agendar o descarte ou obter informações pelo e-mail cedir.cce@usp.br. Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo . (Dica do Ricardo Dullius)
Dados do Greenpeace
Cinquenta bilhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados por ano no mundo; 4 bilhões só nos EUA. Já existiu uma resolução federal, vigente desde 1999, que obrigava as empresas a coletar e reciclar pilhas e baterias. Nada foi feito. O que tem dado resultado para resolver o lixo eletrônico, pelo menos em parte, é a iniciativa própria: das empresas, do governo e da sociedade. Claro, Vivo e Tim coletam baterias usadas dos celulares e enviam para as fabricantes.
A pergunta que não quer calar: e no resto do Brasil?
Postado por luisa Comments Off
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